Cientistas argentinos desenvolvem hambúrguer saudável

Maio 9, 2008

Cientistas da Universidade Nacional de La Plata, na Argentina, desenvolveram um hambúrguer saudável, livre de gorduras saturadas e que já foi aprovado pelos consumidores infantis, anunciou nesta sexta (9) a imprensa local.

O produto, preparado em laboratório, é elaborado a base de carne bovina magra de primeira qualidade, com óleos de origem marinha (pescado) e vegetal (girassol).

Além disso, e ao contrário dos hambúrgueres convencionais, não possui amido, o que o torna apto para o consumo por parte de diabéticos.

“O produto oferecerá à indústria de alimentos uma alternativa segura, saudável e de boa qualidade”, disse Alicia Califano, integrante do Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Criotecnologia de Alimentos (CIDCA, na sigla em espanhol) da Universidade de La Plata, encarregada do projeto.

“Para a população será uma opção para uma melhor qualidade de vida em todas as idades”, explica.

O “hambúrguer saudável” passou nos testes de 40 crianças e adultos que o degustaram e compararam seu sabor, textura e qualidade com os hambúrgueres convencionais.

Os cientistas afirmaram ao jornal “Clarín”, de Buenos Aires, que nos testes de degustação foi determinado que o novo produto mantém o sabor dos hambúrgueres comuns, mas é mais saudável.

Califano afirmou que foram feitos todos os testes para garantir a industrialização e a comercialização em massa do produto no mercado, que terá um custo cerca de 25% e 40% superior ao dos hambúrgueres comuns.

Os cientistas também estudam como desenvolver salsichas de carne bovina e de frango magras com procedimentos semelhantes ao do hambúrguer saudável.

Via: G1


Respiração boca-a-boca não é mais essencial em infarto

Maio 2, 2008

A tradicional respiração boca-a-boca feita durante os primeiros socorros de uma parada cardíaca está com os dias contados. Novos estudos demonstraram que as compressões ritmadas no tórax são tão eficazes quanto a respiração boca-a-boca –que era intercalada com a massagem cardíaca.

As conclusões foram publicadas no mês passado em dois dos mais renomados periódicos de cardiologia (”Circulation” e “Resuscitation”). A recomendação é que, a partir de agora, só se faça as compressões torácicas ritmadas, de forma ininterrupta, por até oito minutos.

As novas orientações foram repassadas na quinta-feira (1º) aos cardiologistas brasileiros durante o congresso da Socesp (Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo) pelo médico Sérgio Timerman, diretor-científico do comitê de emergência da Fundação Interamericana do Coração. O congresso acontece em São Paulo até amanhã.

Segundo Timerman, as pesquisas que embasaram a mudança de conduta verificaram que há falta de preparo das pessoas para fazer a massagem torácica e que 83% dos americanos não faziam respiração boca-a-boca por medo ou nojo.

“Os estudos concluíram que a respiração boca-a-boca não só constitui um fator preponderante para justificar a inércia das pessoas que abordam a vítima para prestar socorro imediato, como também não garante benefício durante as manobras de reanimação”, afirma o médico, que dirige o departamento de treinamento e pesquisa em emergências do InCor (Instituto do Coração).

Essas conclusões vão passar a integrar as novas diretrizes da Sociedade Brasileira de Cardiologia, segundo Timerman. “A idéia é disseminar isso para as sociedades médicas e a população em geral.”

Para ele, no Brasil, ainda é precário o treinamento das pessoas para as emergências cardíacas e isso pode ser crucial no momento de salvar ou não uma vida. Um outro estudo norte-americano demonstrou que o treinamento da população aumentou o número de ressuscitações de 2% para 20%.

Seis em cada dez pessoas que morrem do coração são vítimas de infarto. Muitas mortes poderiam ser evitadas se o atendimento da vítima fosse feito nos dez minutos após o ataque.

Por: CLÁUDIA COLLUCCI

Via: Folha Online


Maioria das brasileiras que abortam são católicas, diz estudo

Maio 2, 2008

Uma pesquisa realizada pela UnB (Universidade de Brasília) e pela Uerj (Universidade do Estado do Rio de Janeiro) revelou que a maioria das brasileiras que aborta é católica –o percentual varia de 51% a 82%, conforme a faixa etária–; tem entre 20 e 29 anos; e já são mães.

“Para a massa, que a vê [a Igreja Católica] como um meio de conforto, e não como uma cartilha dogmática, ela não é suficiente para as mulheres mudarem sua decisão”, opina a pesquisadora da UnB Débora Diniz.

Para ela, a conclusão não surpreende, já que grande parte dos brasileiros se diz católica. Em segundo lugar ficaram espíritas (4,5% a 19,2%) e, em terceiro, evangélicas (2,6% e 12,2%).

Para os autores do levantamento, o alto número de abortos feitos por mulheres que já têm filhos (entre 70,8% e 90,5%) reforça a tese de que o aborto seria medida de planejamento reprodutivo, empregado em último caso, quando os outros métodos contraceptivos falharam. “Ao contrário do que se imagina, essa não é uma solução para a gravidez indesejada de uma mulher que desconheça o sentido da maternidade”, afirma a pesquisadora.

Outro dado que corrobora essa tese é o uso de métodos contraceptivos pelas mulheres que interromperam a gravidez. Segundo a pesquisa, mais de 50% das que abortaram nas regiões Sul e Sudeste usavam algum método anticoncepcional, principalmente pílulas. Já na região Nordeste, a porcentagem oscila entre 34% e 38,9%.

Cytotec

O medicamento de venda controlada misoprostol, o Cytotec, é o abortivo mais comum, de acordo com a pesquisa. Indicada para problemas gástricos, a substância foi usada por até 84% das mulheres que fizeram abortos de 1997 a 2007. Na década de 80, medicamentos eram usados como métodos abortivos apenas entre 10% e 15% dos casos.

“Nos anos 80, tínhamos mulheres perdendo o útero e com processos infecciosos graves. Com a entrada do misoprostol, o período de internação e as seqüelas associadas ao aborto diminuem consideravelmente no cenário brasileiro”, disse a pesquisadora.

Diniz destacou, no entanto, que pílulas compradas por meio de traficantes têm autenticidade questionável e que as subdoses –decorrência do uso sem orientação médica– implicam em atendimento médico para completar o abortamento e reações como hemorragias e dores.

da Agência Brasil; Via: Folha Online


Gordinho processa cadeia por cardápio ‘pobre em calorias’

Maio 1, 2008

Hamburguer

Preso por assassinato, ele agora acusa a cadeia de não matar sua fome de maneira adequada. Broderick Laswell, 19 anos, foi preso na cadeia de Benton County (EUA) em setembro de 2007, quando pesava 187 quilos.

Oito meses depois, seguindo uma rígida dieta imposta pela cadeia, o garoto perdeu 47 quilos e acusa os carcereiros de negar os nutrientes necessários para seu bem-estar.

Na acusação, Laswell alega que “passava fome, literalmente” e tinha seus “direitos civis negados”. Ele relata que, uma hora após as refeições, já passava fome novamente.

O garoto reclama que os biscoitos e as batatas chips que acompanhavam os sanduíches não ofereciam o número de caloridas necessárias para sua sobrevivência.

Via: G1


Dengue faz turismo cair até 30% no Rio, diz associação

Abril 22, 2008

A epidemia de dengue no Rio provocou uma fuga de turistas no feriado de Tiradentes. De acordo com a Abav (Associação Brasileira de Agências de Viagens), o movimento de visitantes na cidade caiu 30%.

Segundo o presidente da Abav, Luiz Strauss, dos 200 mil turistas esperados, 60 mil cancelaram suas viagens. Para ele, a principal razão das desistências é a epidemia de dengue.

A Abav estima que cada turista gaste por dia na cidade R$ 170. No cálculo da associação, o Rio pode ter perdido R$ 30,6 milhões no feriado.

Mas o prejuízo pode ser maior. Pela primeira vez o dia de São Jorge (amanhã) será feriado em todo o Estado –antes era comemorado só na capital.

Strauss disse que o setor turístico precisará de um ano para se recuperar dos danos à imagem do Rio. A Riotur não quis se pronunciar sobre o impacto da dengue no turismo.

“O brasileiro fica sabendo da situação mais rapidamente, através dos jornais, da mídia eletrônica e de todas as informações. Em vez de vir para o Rio, escolhe outro destino, o que prejudica nossa indústria do turismo”, disse Strauss em entrevista à TV Globo.

A Associação Brasileira de Indústria de Hotéis (Abih) estima que a queda seja de ao menos 15%. “O turismo de lazer é muito afetado por este tipo de coisa. As pessoas acabaram não fazendo reservas e optando por outros destinos”, disse à Folha o presidente da Abih, Alfredo Lopes.

Até o dia 18, 56.919 casos de dengue foram notificados à Secretaria Municipal de Saúde, com 54 mortes confirmadas.

O número de casos começou a cair há uma semana, embora ainda preocupe as autoridades. Lopes diz acreditar que com a redução de casos, o turismo de lazer volte ao normal em maio.

O jornal americano “Los Angeles Times” publicou reportagem ontem afirmando que a epidemia ameaça a boa imagem do Brasil. A dengue revelaria, segundo o periódico, “o lado escuro” da cidade. “O país parece propenso a conquistar o status de primeiro mundo. Mas moradores da autoproclamada cidade maravilhosa estão preocupados e irritados com uma aflição do terceiro mundo: a dengue”, diz o texto.

Via: Folha Online


Dengue ameaça status de primeiro mundo do Brasil, segundo “Los Angeles Times”

Abril 21, 2008

A epidemia da dengue ameaça o status favorável que o Brasil conquistou no setor econômico e revela o “lado escuro do Rio de Janeiro”, diz uma reportagem publicada nesta segunda-feira no jornal americano “Los Angeles Times”.

“O país parece propenso a conquistar o status de primeiro mundo. Mas moradores da auto-proclamada cidade maravilhosa estão preocupados e irritados com uma aflição do terceiro mundo –a dengue”, diz o texto.

O jornal traz números de autoridades de saúde brasileiras e afirma que, até a última sexta-feira, a doença teria matado pelo menos 87 pessoas no estado do Rio de Janeiro e mais de 93 mil teriam sido infectadas. Segundo a matéria, “a maioria dos casos teria acontecido na cidade do Rio, a principal atração turística do Brasil”.

Segundo o jornal, os cariocas não estariam culpando o mosquito transmissor da doença, Aedes aegypti, pela epidemia, mas “atacando o que chamariam de uma resposta tardia e confusa do governo” por causa da lentidão nas ações de fumigação.

O “Los Angeles Times” compara a reação das autoridades brasileiras, que “se acusam mutuamente” com um jogo de acusações similar ao que aconteceu durante a crise provocada pelo furacão Katrina, nos Estados Unidos.

Outra comparação feita pela reportagem é baseada na afirmação do governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, de que “é preciso combater a dengue do mesmo modo que não podemos tolerar a ocupação das favelas pelos traficantes de drogas”.

De acordo com o jornal, assim como a guerra entre os policiais e os traficantes nas favelas, a epidemia da dengue “se transformou em uma mancha na imagem glamourosa do Rio”.

Segundo o diário americano, há relatos de uma diminuição no número de reservas em hotéis da cidade, apesar da acusação de alguns críticos de que o governo estaria “colocando panos quentes na epidemia para não assustar os turistas”.

No entanto, diz o jornal, “a notícia já se espalhou” e as embaixadas de vários países já estariam alertando os turistas sobre as prevenções.

Da BBC Brasil, Via: Folha Online